de 25 maio até 31 dezembro

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O que seria uma paisagem originária? Uma paisagem anterior à fundação da cidade? A paisagem, como um ambiente compreendido e ativado culturalmente no cotidiano das populações que o habitam?
Faz tempo que modificamos irreversivelmente a paisagem natural para nosso ecossistema artificial de concreto e asfalto. A conexão com o nativo, o originário, o que se desenvolveu aqui, vai se perdendo, à medida que todos os lugares se desenvolvem se conectam e se tornam uma mesma paisagem de generalidades. Os cidadãos atuais ainda teriam alguma conexão com uma paisagem que hoje se encontra praticamente extinta?
A partir destas questões, o artista Daniel Caballero criou a obra Paisagem Originária, composta por um desenho feito a partir da pesquisa da vegetação nativa de Ribeirão Preto, que se desenvolveu no cerrado de São Paulo, outrora ocupando uma área de 14% do estado e agora praticamente erradicado em todo lugar com menos de 0,8%.
A pintura pode ser uma representação da paisagem nativa, como uma decoração. Mas pode ser também uma sombra, um fantasma dessa paisagem, ou uma miragem de relações e culturas que ainda não desapareceram completamente.

Pintura

Daniel Caballero é artista visual e escritor de São Paulo, cidade onde reside e trabalha. Sua relação pessoal com a cidade é o campo de experimentação onde atua como observador ativo. Seu trabalho se manifesta em diversas mídias, que vão de suportes tradicionais como desenho, instalação ou vídeo, a ações fora do espaço expositivo institucional, tentando novas formas de engajamento da obra e o espectador. Desde 2015 está á frente do projeto Cerrado Infinito que estabelece territórios baldios como ecossistemas culturais, dento de áreas públicas urbanas.


Imagem do Evento Paisagem Originária
Livre
  • Exposição
  • SESI Ribeirão Preto
  • Rua Dom Luiz do Amaral Mousinho, 3465 - Castelo Branco - Ribeirão Preto – SP